Arquipélago

Arquipélago

Uma das referências da arquitetura contemporânea de S. Miguel, nos Açores, o Arquipélago: Centro de Artes Contemporâneas tem assinatura de João Mendes Ribeiro e Menos é Mais Arquitectos

 

A ilha de S. Miguel, nos Açores, é reconhecida pela sua beleza natural. Mar, lagoas, o verde de campos e montes e a cor escura da pedra vulcânica que lhe deu origem.

É esta cor cinza antracite do basalto que encontramos também na arquitetura. O contraste do cinza da pedra com o branco das paredes de cal, marca a arquitetura da ilha. Este jogo é transversal a edifícios históricos, onde a pedra emoldura portas e janelas, e contemporâneos, como o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas.

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas

Inaugurado em 2015, o Arquipélago: Centro de Artes Contemporâneas é um projeto de João Mendes Ribeiro, com atelier em Coimbra, e Menos é Mais Arquitectos, de Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos, sediados no Porto.

Localizado na Ribeira Grande, o Arquipélago é um projeto de recuperação e ampliação de uma fábrica de álcool e depois de tabaco, dos finais do século XIX. Alberga um vasto programa que inclui: áreas expositivas, ateliers de produção, residências artísticas e a blackbox, um auditório multifuncional. O programa estende-se por vários edifícios e pisos interligados entre si.

 


A ideia conceptual foi recuperar ao máximo o existente, perpetuando-se  a memória de carácter industrial. Manteve-se a grande chaminé e deu-se destaque às grossas paredes de alvenaria de pedra vulcânica dos edifícios preexistentes. As caves onde se destilava o álcool, com os seus arcos, albergam agora áreas expositivas. Algumas gozam de vistas para o mar.

Dois novos corpos, dialogam harmoniosamente com o existente. Construídos em betão aparente com inertes de basalto local, partilham com a preexistência materialidade e cor. A volumetria também é semelhante.

O edifício funciona, como o próprio nome, como um arquipélago, onde os edifícios estão interligados e mantém entre si espaços intersticiais / pátios, que oferecem diferentes ambiências. Um jogo cheio/vazio.

O gesto arquitetónico é minimal.

O Arquipélago foi um dos quarenta finalistas do Prémio Mies Van der Rohe 2015. Em 2016 é distinguido com o Prémio FAD de Arquitetura.  Foi também um dos seis finalistas do prémio britânico de arquitetura RIBA 2016.

 

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